Análise de Final Fantasy VII, o regresso de um titã, 23 anos depois

O título Final Fantasy VII está de volta, 23 anos depois, um dos mais famosos produtos da Square Enix foi lançado a 10 de abril de 2020 e tem sido um sucesso incrível entre a comunidade de apreciadores da série. Quem lhe disser que este remake não deu vida uma vida nova ao sucesso de 1997, está a mentir-lhe.

A série Final Fantasy aborda a temática da ficção científico-fantasiosa, sendo obra de Hironobu Sakaguchi, e tem sido apoiada e desenvolvida pela Square Enix. Esta série classifica-se como RPG tático, de ação, também como um MMORPG e jogo de tiro em terceira pessoa, onde são contadas histórias individuais com muitos personagens e enredos associados a heróis que lutam por lugares melhores no mundo em que vivem.

Os nomes destes personagens, são frequentemente associados a uma cultura asiática, mais precisamente, japonesa, abordando toma uma história, idioma e cultura popular e mitológica diferente do mundo ocidental, por exemplo. Tanto o é que, é frequentemente associado a séries de animes face ao seu estilo de design japonês dos personagens — linhas arredondadas, sedosas e fisicamente atraentes.

Campanha — imersiva e com novo rumo a partir do segundo capítulo

Final Fantasy VII, o remake, reconta parte da história do título original, onde seguimos Cloud Strife, um ex-soldado de uma grande e poderosa empresa, Shinra, que apoia e financia um grupo de terroristas. As parecenças com o jogo original não vão além do primeiro ato, de 1997.

Se esperava por um verdadeiro remake, este não foi o caso, mas não se desiluda já, dê-lhe uma oportunidade. O jogo foi muito bem pensado e deu a alternativa certa para a continuação da história a partir do primeiro ato. A recriação dos locais onde se desenvolve a ação foi feita do zero, recorrendo apenas a referências que nos lembrem os locais do primeiro título, uma vez que se trata de recriar o jogo novamente e não de uma remasterização.

O combate corpo-a-corpo acontece em tempo real, como em outros Final Fantasy do mercado, permitindo uma liberdade de movimentos e decisões da hora de defrontar os seus inimigos. As armas e as suas habilidades podem ser usadas a seu belo prazer durante toda a campanha, não estando presos ao recém abandonado sistema ativo de batalha, que o obrigava a movimentos pré-selecionados para acabar com os seus oponentes. Mesmo com toda a liberdade oferecida, os jogadores terão de contar ainda com alguns elementos pré-selecionados exclusivos de cada personagem como é o caso de armas e habilidades – que possam pertencer somente a um determinado personagem.

O mais recente Final Fantasy VII afasta-se completamente de qualquer ideologia dos tempos atuais, onde vemos uma constante e cada vez mais abundante destruição de Mako, através da extração de poder desta terra, transformando-o em energia elétrica. Neste contexto, a história contada no título original encontra-se em consonância, no entanto existem diferenças notória logo depois do segundo capítulo onde é confrontado por aquilo que parecem ser uns fantasmas de uma existência anterior que lhe revelam o caminho (possível) a seguir.

Ambientação

Final Fantasy, amplamente ligado a um cenário alternativo de ficção científica, onde grandes reatores extraem poder energético sobe a forma de energia elétrica demonstra bem algumas daquelas ideias e conceitos de cyberpunk que mais ou menos todos imaginamos, no entanto, aqui ao estilo japonês.

Poucas horas de jogo, serviram para relembrar aquilo que foram alguns dos vislumbres do antigo jogo de 1997. Ao fim de 20 horas, já tínhamos uma quase formada do que seria o êxito de todo este jogo. Wedge, um pequeno participante do título original, torna-se um personagem mais bastante mais importante, agora. E os elementos da história que anteriormente eram ligados a Sephiroth parecem agora tramas bastante interessantes dentro da própria trama que é Final Fantasy VII.

O sucesso da produtora é notório, ainda mais, quando vemos que tudo tem um propósito e que não existem incoerências na narrativa. Sempre seguindo o mesmo tema, em particular, o da série, percebemos que são estes pormenores que realçam o que de melhor tem este jogo para relembrar mais de 20 anos depois.

Mesmo que em algumas ocasiões pareça que tudo à sua volta está a decorrer de uma forma serena, vale ressaltar que rapidamente podemos mudar de cenário, num enredo altamente explosivo e onde a consistência de duração e de sucessão de acontecimentos não é uma realidade, em outros jogos RPG, por exemplo, essa consistência torna-se por vezes uma realidade — tudo isto dependendo do ponto de vista da equipa de desenvolvimento.

Qualidade gráfica — ao estilo japonês!

O título foi testado, no caso do Mais Tecnologia, na plataforma PlayStation 4, pelo que o desempenho foi agradável, mas nada de surpreendente em termos gráficos. Basicamente, aquilo que já estávamos habituados com jogos deste género. Foi num entanto interessante observar o comportamento da consola nos momentos mais stressantes.

As texturas, extremamente otimizadas, asseguraram imagens muitos mais limpas, livre de grandes imperfeições que pudessem ser apontadas, fica no entanto a sugestão para tentativas mais arrojadas de mudar um pouco a cara do jogo, mesmo que nos estejamos a referir a um remake — que na verdade acabou por tomar um rumo um pouco diferente daquilo que alguns fãs esperavam quando souberam da vinda de Final Fantasy VII.

Jogabilidade

Os grandes trâmites da equipa de desenvolvimento prenderam-se com melhorias ao nível da jogabilidade com este novo jogo, Final Fantasy VII. Os combates corpo-a-corpo foram, como mencionado anteriormente, um dos focos da equipa. Contudo, também o motor gráfico utilizado, no geral, viu melhorias satisfatórias, especialmente, na deslocação e movimentação dos personagens.

A fim de aumentar um pouco a dificuldade, o novo sistema (de) matéria” permite que recorra a algumas das armas e habilidade combinadas para uma performance mais realistas, neste caso, um número mais reduzido de ambas o desenrolar do jogo, na imensidão de conteúdo.

Até o funcionamento da iluminação impressionou neste título, que marcou com a sua presença a série, que se vê agora com bastante mais prestígio, nem que seja pela grande maioria de classificações positivas que têm sido atribuídas ao jogo. Confiram tudo aquilo que temos dito através da experiência de jogo.

Veredito

O novíssimo remake levado a cabo pela Square Enix face a um dos mais famosos títulos da série Final Fantasy resultou sem dúvida num sucesso de vendas, pelo que a nossa recomendação vai para que, quer seja novato ou experiente, adquira este grande jogo que regressou em grande repleto de novidades.

Final Fantasy VII é um jogo extremamente otimizado para a atual geração de consolas, pelo que é uma excelente escolha para todos aqueles que gostam de disfrutar de uma campanha single-player bastante imersiva e cativante — pelo que o convidamos a adquirir nas habituais lojas por um preço de 69€, ou chave digital por bem menos que o valor referido.

Por agora, com esta análise resta-vos apenas esta sugestão de reflexão a propósito de uma futura compra a adicionar ao catálogo. Espero poder usufruir de mais algumas funcionalidades do título. Gostaria ainda de agradecer, uma vez mais, o excelente trabalho da Ecoplay que permitiu que o Mais Tecnologia testasse e avaliasse mais um dos jogos disponíveis para análise.

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