Análise de Devil May Cry 5 (PS5) — curiosamente divertido!

O título de ação e aventura Devil May Cry 5 foi lançado inicialmente a 8 de março de 2019 para PS4, Xbox One e Microsoft Windows. Ao contrário do inicialmente anunciado pela Capcom de que não iria existir continuidade no desenvolvimento da quinta edição da série, a produtora insere no mercado uma edição especial do jogo para a nova geração de consolas.

Devil May Cry 5: Special Edition mostrou ser uma edição fantástica do novo jogo. Mesmo com a produção em curso de Resident Evil 8 e, talvez, do próximo Devil May Cry, a Capcom não perdeu tempo em adaptar a sua série para a nova geração de consolas — PlayStation 5 e Xbox Series S e X. Esta nova versão oferece a possibilidade de jogar em 4K com ray-tracing ou 120 frames-por-segundo.

Esta edição não acrescenta muito àquilo que foi visto no jogo anterior na geração passada, no entanto, o agora título desbloqueado foi lançado no passado dia 12 de novembro de 2020 e conta com um quarto personagem (novo), o Vergil — irmão gémeo de Dante — que introduz uma nova classe dentro do jogo. Este novo personagem é incrivelmente espantoso na forma de atuar dentro de jogo incluindo novas habilidades que o tornam verdadeiramente único — “medidor de concentração”, a capacidade de se teletransportar e até um manuseio de espada impressionante.

O jogo na nova geração oferece uma qualidade gráfica e texturas impressionantes, com ou sem ray-tracing, pois com os mais recentes updates, o jogo melhorou substancialmente a iluminação, em comparação com a anterior geração. Além disso, o novo áudio 3D da nova consola PS5 funciona na perfeição neste jogo e, quando associado, à maior densidade de inimigos proporcionada pelas especificações da nova geração.

Enfrentar inimigos ganhou uma nova forma, afinal falamos de Devil May Cry, mas sobretudo, de um jogo repensado para um hardware com maior potencial (algo que já estava implícito no lançamento para PC). A alta cadência de imagens por segundo ajuda nesta nova tarefa, permitindo antecipar de forma grandiosa o seu inimigo (não se limitando a 30 ou 60 fps). Mas claro, isto depende do seu gosto, pois se preferir algo com maior detalhe, poderá abdicar dos 120 fps para usufruir de mais gráficos e o ray-tracing (mas deixe que lhe diga que o RT é só mais um extra do que necessidade).

A edição especial do Devil May Cry 5 não deu um protagonismo verdadeiramente explícito a Vergil, visto que este personagem não conta com uma história própria, mas sim pequenos trechos em que é possível jogar com o personagem — e que personagem — teria até sido interessante ver algo mais para além daquilo que foi mostrado durante a nossa experiência.

Mas afinal, o que entra realmente para cima da mesa em matéria de novas atividades para esta nova versão (de nova geração)? Para além de Vergil, a Capcom optou por incluir um novo nível de dificuldade — algo comum nesta categoria de jogos e que vários produtores têm apostado — Legendary Dark Night que permite reunir uma quantidade absurda de monstros em que não terá mãos a medir e talvez este novo personagem poderá ser a solução para ultrapassar os obstáculos.

Não existe muito a apontar em matéria de desempenho acerca da nova PlayStation 5. O jogo é algo exigente, pelo que, com todos os efeitos ativos, a qualidade máxima e o ray-tracing permitem uma jogabilidade muito precisa e quase sem falhas a 30 imagens por segundo nativamente, ou em alternativa, 4K a 60 fps numa vertente dinâmica para quando enfrentar cenários mais complexos ou com abundância de ações e efeitos não tenha uma desilusão. Sinceramente, julgo que a Capcom fez um bom trabalho neste desbloqueio de performance para a nova geração.

Dentro da panóplia de personagens, a que mais complexidade trouxe a esta nova edição do jogo é, certamente, Dante que incluí habilidades, mecânicas e armas que podem ser alteradas em combate. Isto permite lidar com cada inimigo que se atravessa à sua frente de uma forma bastante interessante e útil. Bem sabemos o quão difícil é adaptar-se às mecânicas de um determinado jogo para outro. Isto pode ser agravado quando opta por recorrer aos 120 fps (pois a consola fica um pouco sobrecarregada em determinadas situações), mas apesar de ser interessante, será mais interessante apostar numa versão mais modesta e com menos falhas.

Nero oferece uma possibilidade de ter alguma ajuda de um “braço especial” que poderá trocar com outros, com habilidades alternativas. Em particular, graças à combinação com algumas armas icónicas, nomeadamente, a Red Queen Gunblade. Por sua vez, o personagem “V” oferece algo que ainda não tínhamos visto na série Devil May Cry, como a invocação de demónios que lutam por si. Nós damos a ordem e eles cumprem, um a um, aquilo que lhes foi destinado.

Em boa verdade, não existe muito a acrescentar àquilo que foi o lançamento em 2019, tirando o facto, de esta nova geração trazer oportunidades nunca antes vistas na série Devil May Cry — desde a qualidade gráfica, a abundância de inimigos, bem como, a fluidez da jogabilidade que melhoram sem dúvida a experiência — e que aumentam o nível desta quinta edição, mas sobretudo, da série na totalidade. Com sinceridade, a Capcom está de parabéns pelo trabalho bem-feito na primeira versão do jogo, mas a Special Edition realça ainda mais o feito.

O Devil May Cry 5: Special Edition para Playstation 5 exemplifica bem as potencialidades da nova geração (e não falamos de um jogo da nova geração). As famosas “telas de carregamento”? Quase inexistentes. O tempo de carregamento é tão curto, que nem o próprio jogo estava preparado. Chega a mostrar-nos algumas etiquetas que desaparecem de imediato graças à incrível velocidade de leitura e escrita da nova SSD. Entramos num qualquer menu, selecionamos o modo de jogo e entramos quase de imediato. Quer-se algo melhor que isto?

É impossível não recomendar este título a alguém, sobretudo, aqueles que ainda não jogaram o jogo de 2019, ou quem nunca sequer conheceu a série Devil May Cry. Ainda para mais, para os amantes da arte conceptual da indústria japonesa de videojogos. É sem dúvida, algo de que a Capcom se pode orgulhar de ter inserido no mercado, ainda para mais, por apenas 39,99€.

Por fim, não gostaria de deixar de agradecer à Ecoplay por nos ter permitido usufruir de toda uma experiência fantástica abordo deste título mítico, em especial, da Special Edition que preenche a série Devil May Cry (da responsabilidade da Capcom) com todo o “carinho” que merece.

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