Análise ao Samsung Galaxy Watch 3: o mais recente smartwatch topo de gama

Foi em 05 de Agosto de 2020 que a Samsung fez o anúncio oficial do seu smartwatch topo de gama, o Galaxy Watch3. Cerca de 1 ano antes, tinha sido lançado o Galaxy Active 2, uma versão mais dedicada à atividade física. Este Watch3 vêm como sucessor do famoso e bem recebido Galaxy Watch original.

Mesmo passado este tempo, conseguimos ter agora em nossas mãos um Watch 3 acabadinho de chegar a casa. Esta é portanto, uma análise pessoal das primeiras impressões de alguns dias de utilização do smartwatch da Samsung.

Como utilizador desde o primeiro smartwatch da empresa Sul Coreana, possui praticamente todas as versões até ao modelo atual, e foi com agrado que consegui finalmente ter um relógio elegante, inteligente e bem orientado para a área de fitness ou seja, temos aqui neste Watch3 uma mistura de “sabores”. Se por um lado temos um relógio clássico, podemos ao mesmo tempo ter um relógio desportivo.

Ao compararmos com o Apple Watch por exemplo, e como também já possuí vários modelos da marca da maçã, e não ser de todo este um comparativo entre os dois relógios, nota-se que de facto este Galaxy Watch é um smartwatch mais versátil, menos…gadget digamos assim, conseguindo agradar a quem aprecia um design mais clássico de relógio. Mas tudo não passa de aparência, porque debaixo da carcaça temos todo um conjunto de sensores e software bem desenhado e fiável que nos ajuda imenso no nosso dia a dia.

Assim, e após ter decidido evoluir do Galaxy Watch 46mm para o Galaxy Active2, imediatamente verifiquei que não tinha feito uma boa escolha. Fui de um modelo que efetivamente não é para qualquer pulso dado as suas dimensões, para um outro relógio (o Active2) que na minha opinião era uma evolução mas pecava por ser algo pequeno para o meu pulso, mesmo sendo o modelo maior. Resolvi então ganhar coragem e trazer o melhor dos dois mundos, o Watch3, com o seu tamanho ideal e com todas as funcionalidades e evoluções do Active2.

A primeira impressão ao pegar na caixa foi….UAU, isto é igual à caixa do Apple Watch. Mas ao abrir a mesma, as semelhanças terminaram aì mesmo. Independentemente de sermos fãs de uma marca ou de outra, e eu posso afirmar que sou utilizador de ambos os eco-sistemas, temos de admitir que o Watch3 é lindo. A primeira coisa a fazer foi ligar o relógio e emparelhar com o Galaxy Note 20 Ultra.

Processo automático e imediato, pouco tive de fazer para ter o smartwatch pronto a ser utilizado. Rapidamente recebi a notificação de uma atualização de firmware. Assim, foi com satisfação que vi chegar a medição do nível de oxigénio no sangue também conhecido como SpO2. Quanto ao tão aguardado ECG, ainda não existe novidades apesar dos rumores de estar para breve durante o mês de Fevereiro.

O método preferencial escolhido pela Samsung para navegar mais facilmente nos seus smartwatchs (além do touch) têm sido a utilização de uma bezel rotativa que têm agradado a tantos clientes. Aqui marca o regresso à bezel física, algo que no Active2 não encontramos. Neste modelo, a bezel é virtual.

A bracelete que acompanha o relógio é de pele de excelente qualidade. Daquela que gostamos de cheirar, e rapidamente verificamos que é genuína. Como tenho o pulso bastante fino foi mesmo no último orifício de encaixe que acertei. Mesmo à justa, dado que é uma bracelete de tamanho M/L. Nos modelos anteriores, o smartwatch vinha sempre acompanhado com uma bracelete suplente tamanho S/M, era a que eu utilizava (algo que não sucede aqui). A Samsung começa cada vez mais a cortar nos acessórios dos seus dispositivos.

Em relação ao processo de carregamento de notar que este Watch3 veio somente com uma simples base redonda de carregamento por indução, nada semelhante à base que acompanhava o Watch 46mm que servia não só para carregar como também de suporte ao relógio. De notar que também aqui, a Samsung voltou a cortar e não incluiu carregador algum. Assim tive de o ligar a um carregador que já tinha aqui por casa. Demorou cerca de 1h30 a carregar dos 30% aos 100%, o que deixa antever que caso deixemos descarregar quase por completo o relógio teremos algo para cerca de 2h15 aproximadamente até estar completamente carregado.

Após tudo configurado a rigor, watchfaces, definições, etc, tenho utilizado o relógio como utilizava o meu Apple Watch e o Galaxy Watch original. Uma mistura de utilização de funcionalidades inteligentes, atender e fazer chamadas, ler bastantes notificações e responder às mesmas, controlar as músicas que constantemente estou a ouvir no meu smartphone, etc. Como também tenho utilizado na vertente desportiva levando o mesmo para fazer o registo dos meus treinos de corrida. De notar a imensa quantidade de informação recolhida por este relógio com os seus 8 sensores em parceria com a excelente aplicação nativa Samsung Health. Temos praticamente toda a informação de que necessitamos dos nossos treinos, sejam eles de corrida ou até mesmo de ciclismo.

Logicamente que com esta utilização, é obrigatório ter de colocar o relógio diariamente à carga, à semelhança do Apple Watch. Mal habituado fiquei com o Watch 46mm que possui uma bateria excelente dentro da gama de smartwatchs da Samsung. Com este último, e o mesmo tipo de utilização conseguia ter dois dias e meio de autonomia. Neste ponto, fiquei a perder claramente dado que a bateria do Watch3 não é mesmo nada de especial.

De resto, posso afirmar que tanto em relação ao Apple Watch, como ao Watch 46mm não sinto que tenha ficado com um dispositivo inferior seja em que aspeto for. Antes pelo contrário, sinto que fiquei com um relógio clássico inteligente e menos com um gadget.

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