Análise ao Huawei Mate S: A afirmação de um Gigante

Neste artigo encontras:
Se sempre associou a Huawei a uma fabricante low-cost, pense melhor. O Huawei P8 já estava bem colocado, mas o Huawei Mate S mostra que a fabricante chinesa merece estar ao lado dos grandes.
Características e Acessórios
Design e ecrã
Interface e Desempenho
Câmara e Multimédia
Análise em vídeo de Tiago Ramos
Veredito: Huawei Mate S
Hoje trazemos a mais recente aposta da Huawei, que apresentou na IFA 2015 o seu mais recente smartphone topo de gama Huawei Mate S. A Huawei tem melhorado muito e desde o Huawei P7 que temos visto uma evolução galopante nos seus smartphones, nomeadamente ao nível do design.
A Huawei apresentou no passado dia 7 de outubro o Huawei Mate S em Portugal, sendo que já se encontra no mercado português por 699€. O preço faz-nos torcer o nariz, mas a verdade é que a qualidade está lá. Leia a nossa análise.
Características e Acessórios
Dimensões: 149.8 x 75.3 x 7.2 mm
- Peso: 156 g
- Sistema Operativo: Android 5.1.1 Lollipop com EMUI 3.1
- Ecrã: 5,5″ AMOLED
- Resolução: FullHD (1080 x 1920p) 401 ppi
- Câmara traseira: 13 MP, duplo Flash LED com autofocus e OIS
- Câmara frontal: 8 MP com flash LED
- Processador: HiSilicon Kirin 935 64-bits quad-core a 2.2 GHz e quad-core a 1.5 GHz
- GPU: Mali-T628M48
- Memória RAM: 3 GB
- Armazenamento: 32/64/128 GB
- MicroSD: até 128GB
- Wifi: Wi-Fi 802.11 b/g/n, hotspot
- Conectividade: 4G
- GPS: A-GPS e GLONASS
- Bluetooth 4.0, NFC e sensor de impressões digitais
- Ligações: MicroUSB, jack 3.5mm
- Bateria: 2700 mAh
Em termos de características temos de indicar que a Huawei não escolhe nenhum processador topo de gama, mas criou o seu próprio processador HiSilicon Kirin. Não é um mau processador, bem pelo contrário, no entanto ainda está um pouco da Qualcomm e da Samsung. Apesar disso, o seu desempenho é bastante interessante, nomeadamente se pensarmos que os processadores da Huawei só começaram a ser aposta da empresa há mais ou menos dois anos.

Quanto aos acessórios contamos com os normais: carregador de parede, cabo USB-microUSB e uns auriculares. A nossa versão trazia uma capa inteligente dourada, que dá muito jeito para proteger o smartphone.
Design e ecrã
Basta olhar para o smartphone para perceber que o design escolhido da Huawei é vencedor. Podemos dizer aqui que é parecido com este ou aquele, devido ao metal, mas temos de admitir que o smartphone é lindo. Além disso, como eu costumo dizer, este tipo de design é uma tendência do mercado, já que a opção metálica é uma das mais premium a ser escolhida pelos topos de gama.

Ergonomicamente, o smartphone também está muito bem conseguido, já que apresenta uma curvatura traseira que encaixa bem na mão, não influenciando a nossa utilização quando o utilizarmos numa superfície plana, que acontece com alguns smartphones quando a curvatura é demasiado exagerada, como acontece no caso do Moto X.
Passamos para o ecrã que também é muito bom, utilizando a tecnologia AMOLED, oferecendo cores vivas, bons pretos e ângulos de visão muito bons.

No entanto, temos de considerar a resolução como ponto negativo, já que os concorrentes mais diretos, como o Galaxy S6 ou o LG G4 já são 2k e se a Huawei quer aproximar-se dos topos de gama, tem de se comparar com tudo.
A Huawei oferece uma personalização incrível a nível do ecrã, que até permite alterar a temperatura do ecrã, para mais “quente ou frio”, o que tendo em conta que o AMOLED torna as cores, por vezes, demasiado vivas, poderá ser uma forma de tornar as cores mais realistas.

Mas um ponto muito negativo neste equipamento, não que seja mau numa coisa específica, mas por falta de uma funcionalidade que revolucionaria este segmento e que a Huawei poderia ter aproveitado da melhor forma, o Force Touch. A tecnologia presente no Apple Watch, foi introduzida pela primeira vez num smartphone neste Huawei Mate S. As funcionalidades são promissoras e, tal como vemos no atual iPhone 6S, pode ser muito bem aproveitado. Problema? É que a Huawei apresentou esta funcionalidade, mas apenas está presente na versão de 128GB, uma versão que nem deverá chegar perto do nosso mercado. Infelizmente.
Esta tecnologia permite diferenciar a pressão feita pelo dedo no ecrã, aumentando o nível de possibilidades do toque no ecrã. Por exemplo, no Huawei Mate S permite fazer zoom numa fotografia e até está disponível uma aplicação para qualquer o peso aproximado. Na IFA 2015 tivemos a oportunidade de testar esta funcionalidade e fizemos um pequeno vídeo onde demonstramos o Force Touch:
Interface e Desempenho

Com um design similar aos anteriores, tem uma interface bastante colorida, sendo que a Huawei oferece uma vasta diversificação de temas, que pode ser criado por terceiros, para que a Huawei possa disponibilizar na sua plataforma.
Gosto bastante da versão original do EMUI, mas existem outros temas muito mais apelativos e originais, o que permitem uma personalização muito interessante e que dá pontos à Huawei.

Pessoalmente, uso uma aplicação para me avisar de alguns jogos de futebol, bem como golos e outras situações de jogo, e com esta pré-definição demorei alguns dias até perceber como poderia colocar esta aplicação a funcionar sempre. É verdade que com esta pré-definição permite-nos poupar bateria e dados, mas o que a Huawei deveria fazer é dar essa opção aos utilizadores assim que a mesma é instalada, para que fosse o utilizador a escolher.

Uma das tecnologias únicas da Huawei é a diferenciação entre o toque do dedo e do nó do dedo, que já vai na segunda versão, o Knuckle Control 2.0. Com esta tecnologia podemos tirar um screenshot tocando duas vezes no ecrã com o nó dos dedos, bem como desenhar em qualquer ecrã para chegarmos a aplicações. Por ex, se desenharmos um C vamos para a câmara ou se for um W vamos para o tempo. Estão disponíveis apenas quatro desenhos, mas felizmente estes podem ser configurados para as aplicações que deseja.
A impressão digital é, também uma funcionalidade muito interessante neste equipamento e a Huawei demonstra que é uma das fabricantes mais evoluída neste ramo, apenas comparado à Apple. Este sensor de impressões digitais é, sem dúvida, o melhor e mais rápido que testamos até agora.

Mas há mas, se tivermos na galeria, deslizando para a esquerda ou direita, é possível mudar de fotografia, o que é uma funcionalidade muito interessante e que até é útil.
Outra funcionalidade presente no EMUI é a possibilidade de podermos dar ordens por voz. Por exemplo, podemos pedir para o smartphone realizar uma chamada, bem como se perdermos o smartphone podemos pedir para ele tocar, para mais facilmente o encontrarmos. Infelizmente, esta funcionalidade não está disponível em português, o que nos obriga a falarmos em inglês, ou outra, se quisermos interagir com esta funcionalidade.

Em termos de desempenho, a Huawei utiliza um processador próprio para os seus equipamentos topo de gama, o HiSilicon Kirin. No Huawei Mate S utiliza o Kirin 935 64-bits octa-core (quad-core a 2.2 GHz e quad-core a 1.5 GHz). Este processador pode não estar ao nível da Samsung ou da Qualcomm, mas está a caminhar a passos largos para esse nível, à mesma velocidade que a fabricante está a caminhar para chegar perto da Samsung, Apple ou LG.
Como seria de esperar deste equipamento, o smartphone é muito fluido e rápido, com um desempenho excelente. Tanto na visualização de vídeos como a correr jogos e aplicações, tudo correu da melhor forma e não há cá quaisquer engasgos.
No entanto, temos de os comparar com os topos de gama e para isso nada melhor do que utilizar os testes de desempenho, como o Antutu, GFX ou o Vellamo.
Como seria de esperar, o Mate S está um pouco longe dos processadores topo de gama, como os presentes no Galaxy S6, no entanto é melhor que o LG G4 e do Intel presente no ZenFone 2, segundo o AnTuTu, o que é um bom indicador de que está no bom caminho. É que não nos podemos esquecer que a Huawei só começou a apostar nos processadores próprios com o Huawei P7, um smartphone com dois anos. Resumindo, em dois anos está no nível logo a seguir ao melhor processador da Qualcomm e já fez melhor do que a chinesa Mediatek, que já está no mercado há mais anos.
Em termos de bateria corresponde ao esperado, apesar de por vezes ser mais difícil de conseguirmos com que dure dois inteiros, nomeadamente com a utilização do Google Now. Esta acaba por ser a consequência da redução do tamanho de bateria, uma redução dos 4100 mAh do Mate 7 para os 2700 mAh neste equipamento. É verdade que ficou mais fino e mais cómodo, mas com esta melhoria na gestão da bateria, já imaginou quantos dias conseguiríamos de bateria se tivéssemos uma bateria de, pelo menos, 3500 mAh?
Câmara e Multimédia

Como seria de esperar num smartphone deste nível, a câmara fotográfica é muito boa, apesar de apenas ter 13MP a qualidade fotográfica é de grande nível. Podemos ver isso mesmo quando estamos a filmar ou a tirar uma fotografia que, no movimento, percebemos mesmo o otimizador de imagem ótico a funcionar.

O tempo de focagem não é tão rápido como o Galaxy S6, nem a qualidade fotográfica é tão boa como a do LG G4, mas está a um excelente nível, sem dúvida.
Tiramos várias fotografias, em movimento ou com muita luminosidade, tudo parece ficar perfeito nesta câmara. Até as fotografias com pouca luminosidade são boas, apesar de ainda haver margem de progressão. Mas, nada melhor do que ver as fotos mesmo, e se quiser ver as fotos originais pode aceder à nossa página do Flickr:
Com um ecrã deste tamanho e com esta resolução não seria de esperar outra coisa que não uma boa visualização de conteúdos multimédia, sendo eles vídeos ou mesmo jogos. Os auriculares, por seu lado, oferecem uma qualidade de som bastante boa e certamente que lhe lembrará os auriculares da Apple.
Análise em vídeo de Tiago Ramos
O Tiago Ramos é um excelente YouTuber que oferece uma boa opinião e vídeos de qualidade. A partir de agora, o Tiago irá acompanhar-nos nas várias análises e publicações, com os mais variados vídeos de qualidade. Não perca a sua análise ao Huawei Mate S.
Veredito: Huawei Mate S

O Huawei P8 já estava muito bom, mas temos de afirmar que este Mate S está ainda melhor e que a Huawei está no caminho certo para ombrear com os grandes. Sim, a Huawei tem-se aproximado dos smartphones topos de gama a passos largos, mas finalmente está num nível onde poderá ombrear com eles.
Não é só o design que impressiona, também o sensor de impressão digital está fabuloso, rápido e preciso, o melhor que já testamos nos smartphones, sem dúvida. Também no caso da câmara não ficará desiludido, não esquecendo de um excelente modo profissional.
Mas nem tudo são rosas e com uma tecnologia tão inovadora como o Force Touch a estrear-se nos smartphones, a escolha de só estar disponível na versão de 128GB, muito provavelmente será exclusivo no mercado chinês, acaba por ser uma má decisão. Outro ponto é a bateria, que quando comparamos com o antecessor tem uma capacidade muito inferior.
Pontos a favor:
- Um design de fazer inveja
- Câmara
- Melhor impressão digital do mercado
- Bom desempenho
Pontos contra:
- Force Touch exclusivo para 128GB
- Bateria muito inferior ao antecessor
Desde já agradecemos à Huawei por nos ter disponibilidade o Huawei Mate S, bem como o convite à IFA 2015 para a apresentação mundial do seu equipamento. O smartphone já está disponível no nosso mercado por 699€ nas cores champanhe e prateado.




Dimensões: 149.8 x 75.3 x 7.2 mm

































































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