Análise a Resident Evil 3: Review

Resident Evil 3: Nemesis foi lançado a 22 de Setembro de 1999 como um sucessor direto ao Resident Evil 2 lançado no ano anterior. Resident Evil 3  voltava a ser protagonizado pela icónica Jill Valentine uma da personagens principais do primeiro Resident Evil, o jogo em si contava a história de Raccoon City antes e depois dos eventos de Resident Evil 2.

Agora quase 21 anos depois a Capcom lança um Remake do jogo de 1999 como um sucessor ao Remake de Resident Evil 2 de 2019. Este jogo não é só uma melhoria gráfica de alta qualidade, é também uma reconstrução do original cheia de detalhes. Conta também com o regresso de vários personagens e locais conhecidos, mas também possuí bastantes alterações em relação ao original.

Racoon City

A famosa cidade do universo de Resident Evil (pronunciado em português como Cidade Texugo) regressa mais uma vez numa estonteante qualidade e detalhe quase dignos de “C.G.I.” de Hollywood. No jogo somos quase diretamente largados no caos que está a acontecer no meio da cidade, com sobreviventes a fugir dos inúmeros “zombies” que infestam a cidade, chamas a erguerem-se de veículos capotados ou de edifícios parcialmente destruídos.

Durante o curso da história também visitamos locais já conhecidos, tais como a torre de relógio Saint Michael, o Hospital ou mesmo a icónica R.P.D. (Esquadra de Polícia de Raccoon City) com salas ainda por abrir ou por serem destruídas para o segundo jogo. O ambiente na cidade consegue contar em pormenor ao jogador o caos e pânico que os habitantes sentem e vivem, as superfícies molhadas ou mesmo secas juntamente com a luminosidade presente oferecem uma espantosa capacidade refletora e o ambiente noturno típico de Resident Evil dá também uma sensação de suspanse e mistério a cada esquina ou sala, feito possível com o RE Engine.

Personagens

Em Resident Evil 3 regressa a favorita da comunidade Jill Valentine, ex-agente da S.T.A.R.S (Special Weapons and Rescue Service), a força de elite da polícia de Raccon City. Jill agora usa novas roupas e trocou a saia por um par de calças pretas o que é certamente mais prático para fugir a hordas de mortos-vivos, também já não traz a icónica Samurai Edge (a  Beretta 92F modificada) mas sim uma pistola Glock.

Agora, também não jogamos todo o jogo apenas com Jill mas também com Carlos Oliveira, o soldado sul-americano da equipa U.B.C.S. da Umbrella Corporation. Este recebeu uma modificação de visual mais forte que Jill, agora usa uma T-Shirt preta debaixo do colete tático, a cor do uniforme é agora mais escura, tem ainda barba por fazer e um cabelo escuro encaracolado (contrário ao liso do original).  No jogo de 1999 apenas era possível jogar como Carlos após termos completado o jogo pela primeira vez ao jogar como Jill, agora é ele quem controlamos na visita à R.P.D. e durante outros segmentos da história.

O inimigo principal da história, Nemesis, também regressa em grande. Possuí agora um visual muito mais aterrador e sombrio, além disso trocou o fato negro original por uma espécie de invólucro de contenção que vai rasgando à medida que se transforma durante o jogo, um detalhe muito bem conseguido pelos designers do jogo.

Por fim, outros nomes conhecidos também regressam, tais como Tyrell Patrick, Mikhail Victor, Brad Vickers ou mesmo Barry Burton.

Inimigos

Existe uma grande variedade de inimigos em Resident Evil 3, desde os típicos zombies, passando pelos “pale heads” até ao perigoso Nemesis. Os mortos-vivos que encontramos são modelos reutilizados de Resident Evil 2 (2019) mas também podemos encontrar outros com novas texturas, o seu propósito é o mesmo de sempre, perseguir o jogador num passo lento e tentar acabar com ele ao surpreendê-lo, encurralá-lo ou mesmo atrapalhando-o.

Este inimigo tem duas variantes, o Nemesis Parasite (um zombie normal que foi infetado pelo Nemesis, possuíndo agora uma estranha cabeça capaz de atacar à distância com um tentáculo) ou os “pale heads” (zombies completamente pálidos com capacidade de regeneração muito elevada que os torna muito mais difíceis de eliminar, numa vista pessoal são o inimigo mais difícil de lidar no jogo excluíndo o próprio Nemesis).

Existem ainda os cães zombie e “Lickers” que não necessitam de nenhuma introdução, e as aranhas que aparecem sem aviso durante o seu segmento e nos agarram para nos infetar com parasitas altamente perigosos. Os “Hunters” também fazem um regresso, com os Hunter regulares a aparecer no Hospital como no jogo original ou os grandes e lentos Hunter Gamma derrotados apenas se acertarmos no seu ponto fraco.

Por fim existe Nemesis, o Tyrant altamente modificado por via genética que pressegue Jill Valentine destruindo toda a Raccoon City no processo e que se transforma por via de mutações quanto mais o danificamos; Nemesis tem um grande arsenal à escolha entre os próprios punhos, tentáculos, armas de mão como uma lança-mísseis, um lança-chamas ou mesmo os seus zombies infetados como já referido, tudo isto assegurado pela Umbrella Corporation para o efeito de destruir todos os restantes membros da equipa S.T.A.R.S.  Infelizmente este inimigo apenas produz uma boa quantidade de stress e não a sensação de suspanse e terror que Mr. X nos oferecia em Resident Evil 2.

Enredo

O enredo do jogo mantém-se algo fiel ao original, com a fuga desesperada de Jill Valentine, mas tal como o seu antecessor a Capcom decidiu alterar algumas partes tal como a visita à torre de relógio Saint Michael que está agora ausente do jogo sendo que a recuperação de Jill após um encontro com Nemesis acontece agora no Hospital da cidade. É agora Carlos quem visita a R.P.D. acompanhado de Tyrell, outro membro da equipa U.B.C.S. É aqui que descobrimos como o tenente Marvin Branagh foi mordido e como a parede entre os balneários foi aberta; um detalhe que decidi investigar pessoalmente foi o segundo andar da ala Oeste da esquadra que ainda se encontra com uma parede intacta, ao contrário do antecessor em que a parede já foi destruída e dá acesso ao antigo “corredor dos Lickers” como era conhecido na década de 90.

O antigo complexo abandonado que visitamos no jogo original é agora substituído pelo complexo conhecido com NEST 2. É muito provável que a Capcom tenha realizado todas estas alterações no enredo para igualar o jogo ao seu antecessor de 2019.

Resident Evil: Resistance

O modo multijogador de Resident Evil 3 foi lançado em simultâneo com o jogo principal, a empresa japonesa classifica-o como um jogo separado. Apesar de não possuir ainda muito conteúdo no seu lançamento é definitivamente algo que promete oferecer uma boa experiência aos fãs da franquia. Parece ter algumas inspirações do jogo “Friday the 13th” pois é um grupo de jogadores do lado dos sobreviventes contra um único jogador, neste caso do lado do “Mastermind” e não de Jason Vorhees.

O objetivo dos sobreviventes é escapar do complexo com equipamento que encontram ou compram em caches enquanto lutam contra inimigos e armadilhas gerados pelo “Mastermind” cujo objetivo é impedir todos de escapar enquanto “testa” as invenções tecnológicas e genéticas da Umbrella Corporation. Cada personagem é único e tem o seu próprio grupo de habilidades, apesar dos sobreviventes não representarem nenhum personagem conhecido da franquia, os  Mastermind incluem figuras conhecidas da Umbrella, tais como Annette Birkin que controla o seu marido transformado, William Birkin, ou mesmo o próprio fundador da empresa Oswald Spencer que utiliza uma perigosa barreira laser vermelha.

Resistance é definitivamente um jogo que necessita de crescer mas por agora é capaz de oferecer uns bons momentos e horas de jogo, especialmente entre amigos.

Veredito: Residente Evil 3

Resident Evil 3 foi um jogo muito aguardado nesta primeira metade do ano e não desapontou, é irónico que tenha sido lançado durante uma epidemia mas não parece ter sido afetado por isso. O RE Engine deixou o jogo com visuais incríveis e detalhe sestonteantes. É verdade que neste momento parece um pouco mais um jogo de ação, mas o survival-horror ainda está presente e não decepcionou com os seus típicos momentos. O modo online também é uma adição bem-vinda à franquia apesar de pouco conteúdo inicial, mas talvez possa ser visto como um teste sobre o que se pode melhorar.

A própria Capcom já questionou a comunidade sobre um terceiro remake com recurso ao RE Engine, é claro que a empresa Japonesa não desaponta, por isso mesmo ficamos a aguardar o próximo jogo, quer seja Remake ou não.

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