Anacom revela que um aumento de reclamações contra empresas de telecomunicações

A Autoridade Nacional de Comunicações ( Anacom) anunciou que no ano passado teve cerca de 128,500 reclamações escritas contra empresas de comunicações, o que representa mais 1% comparativamente com o ano anterior. As comunicações eletrónicas são particularmente afectadas.

Em comunicado, a Anacom, referiu que “as reclamações escritas contra prestadores de serviços de comunicações”, chegaram a um total de 128.500. “As comunicações eletrónicas foram o setor mais reclamado, com 80.700 reclamações, o que corresponde a 63% do total de reclamações, menos 8% face a 2020, mas ainda longe dos valores registados no período pré-pandémico (+10.700 reclamações face a 2019)”.

As reclamações de serviços postais crescem desde 2019 e tiveram um aumento de 20%, ou seja, houve um total de 47.800 reclamações.

A NOS é a empresa de telecomunicações onde se registaram mais queixas em 2021, tendo crescido cerca de 34%. Em segundo lugar vem a MEO com 33%, a Vodafone com 29% e a NOWO apenas com 4%.

O motivo mais frequentes destas reclamações estão relacionadas com faturação, onde se inserem “queixas sobre a cobrança de valores considerados indevidos por não concretização de condições acordadas e por serviços não prestados ou consumos não realizados”.

Muitas das questões que levam a que os clientes façam reclamações prende-se com a contratação de serviços, nomeadamente com a ativação de serviços sem o consentimentos destes, bem como falhas no funcionamento.

A MEO e a Vodafone são apontadas como as empresas que apresentam mais problemas relacionadas com faturação, tendo cada uma cerca de  29% do total de reclamações. Já relativamente à NOWO a maior parte das reclamações prendem-se com falhas nos serviços.

Quanto às reclamações do apoio ao cliente, apenas a MEO não conseguiu diminuir o número de reclamações.

“Aumentaram sobretudo as reclamações relacionadas com o desalfandegamento de objetos postais (9%), em virtude das novas regras relativas à circulação postal proveniente de fora do espaço da União Europeia, que entraram em vigor na segunda metade do ano”, refere a  a Anacom em comunicado.

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