Amazon quer Wi-Fi de 1 Gb/s nos aviões
Amazon quer levar internet de alta velocidade para os aviões comerciais com uma nova antena pensada para manter a ligação estável do embarque até à aterragem. A promessa é ambiciosa: até 1 Gb/s de download e 400 Mb/s de upload durante o voo.
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A novidade chega através da Amazon Leo, a divisão de internet por satélite da empresa, e já tem dois nomes de peso a bordo: Delta e JetBlue. Se a tecnologia cumprir o que promete, a experiência de usar Wi-Fi num avião pode mudar bastante nos próximos anos.
Nova antena da Amazon foi criada para a aviação comercial
A chamada Aviation Antenna foi desenvolvida especificamente para equipar aviões comerciais. Ao contrário de soluções adaptadas de outros contextos, este equipamento foi desenhado para lidar com as exigências próprias da aviação, incluindo vibração, mudanças de altitude e uso contínuo.
Segundo a Amazon, o objetivo é garantir uma ligação estável não só durante o voo, mas também enquanto o avião ainda está em terra, antes da descolagem e após a aterragem.
O que muda para os passageiros
Na prática, a nova antena pode permitir uma ligação muito mais próxima da que os utilizadores já esperam em casa ou no telemóvel. A empresa fala em largura de banda suficiente para suportar atividades mais exigentes, mesmo com muitos passageiros ligados ao mesmo tempo.
- Streaming de vídeo sem quebras
- Jogos online durante o voo
- Mensagens e videochamadas com maior estabilidade
- Navegação mais rápida em apps e sites
Ou seja, o típico Wi-Fi lento e instável a bordo pode começar a ficar para trás, pelo menos nas companhias que adotarem esta infraestrutura.
Delta e JetBlue já fecharam acordo
A Amazon não arrancou sozinha. Delta e JetBlue, duas companhias aéreas dos Estados Unidos, já assinaram acordos para integrar esta tecnologia nas suas frotas.
Isso dá peso ao anúncio e mostra que a empresa quer competir a sério num mercado em que a conectividade a bordo se tornou um fator cada vez mais valorizado pelos passageiros.
Como funciona a internet por satélite da Amazon
A Amazon Leo é o novo nome da operação de satélites da empresa, anteriormente associada ao projeto Kuiper. A base do sistema está em satélites de órbita terrestre baixa, conhecidos como LEO, a mesma categoria usada por serviços rivais como a Starlink.
Durante a viagem, a ligação pode passar automaticamente de um satélite para outro à medida que o avião avança na rota. A ideia é evitar interrupções e manter o acesso à internet de forma contínua.
Estações terrestres ajudam a reduzir a latência
Além dos satélites, a infraestrutura inclui mais de 300 estações de solo em construção em várias regiões do mundo. Estas instalações são essenciais para reduzir a latência e melhorar o desempenho em áreas mais difíceis, como oceanos ou rotas polares.
Esse detalhe é especialmente relevante para a aviação, onde a cobertura constante faz toda a diferença.
Não é só para entretenimento
A Amazon diz que a nova antena também foi pensada para uso operacional. A tripulação pode aceder a dados em tempo real sobre o voo, serviços de bordo e outras informações úteis durante a operação.
A ligação pode ainda integrar-se com serviços da AWS, a plataforma cloud da Amazon, para tratamento e gestão de dados.
Menos manutenção e instalação mais simples
Um dos principais argumentos da Amazon para convencer as companhias aéreas está nos custos de operação. A antena usa tecnologia de matriz de fase com direcionamento eletrónico do sinal, o que elimina peças móveis.
Na prática, isso pode significar menos desgaste mecânico, menos manutenção e menos tempo de avião parado.
Há também uma preocupação com a aerodinâmica. A antena tem cerca de 6,6 centímetros de altura, o que ajuda a reduzir o impacto no desempenho da aeronave. Segundo a empresa, a instalação pode ser feita num só dia.
Porque é que esta novidade importa
O anúncio mostra como a corrida pela internet por satélite está a entrar em novas frentes. Depois de casas, zonas remotas e empresas, o próximo campo de batalha é a conectividade em movimento — e os aviões são um dos exemplos mais visíveis.
Para os passageiros, isso pode traduzir-se numa experiência muito mais útil e agradável a bordo. Para as companhias aéreas, pode ser uma forma de melhorar serviços e reduzir custos de manutenção.
Se a promessa da Amazon se confirmar, o Wi-Fi nos aviões pode deixar de ser um extra frustrante e passar a ser um serviço realmente utilizável.





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