Amazon vai atacar mercado liderado pela Google
A Amazon pode estar a trabalhar num novo navegador da web, um projeto que pode ter grandes implicações no futuro da empresa. A suspeita foi lançada pelo Gizmodo que faz referência a um questionário que foi enviado aos utilizadores com perguntas detalhadas, incluindo uma sobre quais as funcionalidades que “o convenceriam a descarregar e experimentar” um “novo navegador de desktop/laptop da Amazon”.
“Queremos entender o que os nossos clientes valorizam nos navegadores da web atuais e o que gostariam que os navegadores pudessem fazer melhor”, descreveu a Amazon, embora não tenha confirmado à imprensa se está, ou não, a desenvolver um browser próprio.
Destaque, também, para a última pergunta do questionário: “Imagine que há um novo navegador de desktop/laptop da Amazon disponível para si. Selecione qual dos tópicos seguintes valoriza mais”. E aí aparecem aspetos como privacidade, sincronização de passwords entre dispositivos, recursos de compras, conversão de texto em fala, extensões, disponibilidade para sincronizar dados entre computadores e dispositivos móveis e, principalmente, bloqueio de cookies de terceiros.
Os utilizadores também foram questionados sobre como e quanto tempo por dia estão a navegar na web e quantas vezes ficam frustrados com bloqueios.
Um navegador próprio da Amazon chegaria numa altura em que a indústria publicitária se prepara para um forte embate, à medida que a Google vai acabando com os cookies de terceiros no Chrome, o navegador mais popular do mundo, prejudicando uma das principais formas que as empresas têm de rastrear dados e chegar ao seu potencial público.
A maioria das pessoas não pensa na Amazon como uma empresa de publicidade, mas está a gerar uma receita de marketing muito significativa. Se a Amazon conseguir combinar os dados sobre hábitos de compra do seu público com os dados obtidos a partir de um navegador da web, poderia aumentar ainda mais os seus lucros.
De recordar que a Amazon lançou um navegador web em 2011, chamado Silk, que se destinava aos seus próprios produtos. Terminou em 2018.
Fonte: Gizmodo




Sem Comentários! Seja o Primeiro.