Amazon não pode vender carros tão cedo

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A atividade comercial da Amazon tem sofrido uma alargamento incrível nos últimos tempos. A maior loja do mundo, que tem existência apenas na Internet, é hoje além de uma gigantesca galeria um verdadeiro entreposto logístico como nunca o mundo havia visto antes.

À luz da sua diversificação de produtos à venda, hoje explicamos porque não entrará a Amazon tão cedo no negócio da venda de automóveis, pelo menos nos moldes que conhecemos da empresa na atualidade.

Talvez o principal motivo da Amazon não vender ainda diretamente automóveis seja o das normas de franqueados que as marcas obrigam. A abertura de um concessionário, no mundo real, obriga ao cumprimento de um grande número de requisitos, sendo que a entrada da Amazon no negócio traria desigualdades

As questões logísticas não podem ser também negligenciadas. Os já gigantescos armazéns logísticos que a empresa tem seriam insuficientes para aprovisionar qualquer stock de veículos obrigando a uma política de expansão sem precedentes. Além disso, o armazenamento dos automóveis obrigaria a outros processos adicionais, como a preparação, assinatura de documentação. As garantias obrigariam também a Amazon a contratar mão de obra qualificada, com formação obrigatória dada pela marca e ainda a ter instalações que garantisse serviço de assistência, manutenção e reparação de automóveis.

O financiamento seria também uma barreira à atividade da Amazon neste campo. A obrigatoriedade de um conjunto alargado de processos burocráticos tornaria inviável a venda de automóveis apenas com um clique.

O futuro da Amazon poderá então passar pelo desenvolvimento de uma aplicação que funcione apenas como ponte entre os clientes e os concessionários da marca. Do lado da Amazon fica o enorme trunfo que já dispõe: uma máquina promocional tremenda e uma vasta montra com um serviço de atenção ao cliente irrepreensível.

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