Amazon atrasa rede Leo e dá vantagem à Starlink
Amazon vai adiar a estreia comercial da sua rede de satélites Leo para meados de 2026, numa mudança que pode complicar a corrida ao mercado da internet por satélite. A revelação foi feita por Andy Jassy, CEO da empresa, numa carta dirigida aos acionistas.
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O projeto Leo, cujo nome remete para a órbita terrestre baixa, foi pensado para levar internet rápida e mais acessível a várias regiões do mundo. Na prática, trata-se de uma aposta direta num segmento onde a Starlink, da SpaceX, já conquistou uma posição muito forte.

Amazon Leo chega mais tarde do que o previsto
Até agora, a expectativa para os satélites de internet da Amazon apontava para um arranque entre o final de 2025 e o início de 2026. Com o novo calendário, o lançamento passa para meados de 2026.
O adiamento surge numa fase delicada. Embora a Amazon continue a defender o potencial da rede Leo, a empresa tem ainda um longo caminho pela frente para ganhar escala e aproximar-se da concorrência.
Porque é que este atraso importa
O mercado da internet por satélite está a acelerar, sobretudo em zonas rurais, remotas ou mal servidas por redes tradicionais. Cada mês conta.
Enquanto a Amazon prepara a sua entrada, a Starlink já opera com uma enorme vantagem. A rede da SpaceX tem atualmente mais de 10 mil satélites em órbita, ao passo que a Amazon conta com menos de 250.
Esta diferença pesa não só na cobertura, mas também na capacidade de resposta, velocidade de expansão e confiança junto de novos clientes.
Amazon promete melhor desempenho e preço mais baixo
Apesar do atraso, Andy Jassy garante que a rede Leo poderá oferecer um desempenho superior ao das alternativas atuais.
Segundo o CEO, o serviço deverá ser entre seis a oito vezes melhor no envio de dados e até duas vezes mais eficiente na receção. A promessa inclui ainda um custo inferior face a outras opções do mercado.
Se estas metas se confirmarem, a Amazon pode tentar entrar mais tarde, mas com um argumento forte: melhor relação entre preço e performance.
Há empresas já comprometidas com o serviço
Mesmo sem data de estreia imediata, a Amazon diz já ter assegurado o interesse de várias organizações. Entre os nomes referidos estão Delta Air Lines, JetBlue, AT&T e NASA.
Este detalhe é importante porque mostra que, apesar do atraso, o projeto continua a gerar expectativa entre grandes clientes com necessidades reais de conectividade.
O obstáculo extra: a pressão do regulador
A empresa enfrenta também um calendário apertado imposto pela Federal Communications Commission, nos Estados Unidos.
O regulador determinou que a Amazon deveria ter cerca de 1.600 satélites no espaço até julho. No entanto, a tecnológica já pediu formalmente uma extensão desse prazo até 2028.
Até ao momento, a FCC ainda não anunciou a sua decisão. Isso significa que o futuro da rede Leo depende não só da execução técnica, mas também da margem regulatória que a empresa conseguir obter.
O que muda para os utilizadores
Para o consumidor comum, este adiamento significa sobretudo uma coisa: a Starlink continua, para já, com o caminho mais livre no segmento da conectividade por satélite.
Ao mesmo tempo, a entrada da Amazon continua a ser relevante. Mais concorrência pode traduzir-se em preços mais competitivos, melhor cobertura e novas opções para quem vive ou trabalha em zonas onde a fibra e o 5G não chegam com qualidade.
Por agora, a rede Leo permanece uma promessa ambiciosa. Mas com o calendário a deslizar e a concorrência muito à frente, a Amazon terá de recuperar terreno rapidamente se quiser transformar essa promessa num rival sério da Starlink.
Fonte: PCMag




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