Acesso à internet, por parte dos jovens, duplicou nos últimos três anos

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Segundo um inquérito realizado pelo INOV-INESC, a utilização do telemóvel para acesso à internet e às redes sociais, por parte dos jovens, duplicou nos últimos três anos. O tablet está entre os dispositivos mais utilizados em casa.

Com o objectivo de conhecer os hábitos e preocupações dos jovens (10-14 anos) a frequentar o ensino secundário, em relação à utilização de telemóveis e a questões relacionadas com as radiações electromagnéticas emitidas por equipamento domésticos, uma equipa de investigação do FAQtos, projeto do INOV-INESC (Instituto Nacional de Engenharia de Sistemas e Computadores) com o Instituto Superior Técnico, recolheu cerca de 6500 inquéritos. Os inquéritos foram recolhidos ao longo de três anos, em escolas secundárias por todo o país.

Segundo Luís Correia, investigador do INOV-INESC, “não houve grandes novidades em relação àquilo que se passou nos últimos anos, e a grande diferença em relação aos anos anteriores é que há mais estudantes a utilizar o telemóvel para aceder à internet e às redes sociais, uma tendência a confirmar aquilo que já se esperava, ou seja, que a utilização do telemóvel e também dos tablets tem vindo a aumentar”.

A utilização do telemóvel para aceder à internet e às redes sociais faz parte de mais de 70% das respostas ao inquérito, em ambas as opções de utilização. O tablet também assume um papel diferente em comparação com anos anteriores, isto porque está entre os dispositivos mais utilizados em casa.

A entrada no 2º ciclo do ensino básico (dos 10 aos 12 anos) é a fase em que concentra a maioria dos inquiridos que afirmam ter tido o seu primeiro telemóvel (mais de 60%), a idade média não sofreu alterações e fixou-se, novamente, nos 10,5 anos. A fase dos 13-14 anos, é a fase onde a presença do telemóvel é obrigatória entre praticamente todos os jovens inquiridos, onde, 15% detém mais do que um equipamento e, cerca de 0,4% não utiliza telemóvel.

Luís Correia explica que “há uma diminuição do número de estudantes que têm mais do que um telemóvel”, pelo simples fato de os operadores, nos dias de hoje, proporcionarem planos de comunicação que permitem falar para todas as redes sem penalização nos custos.

Em média, os jovens continuam a falar pouco mais de meia hora e a enviar cerca de 100 SMS por dia, dados que se mantêm sem “grandes alterações em relação aos anos anteriores”, destaca Luís Correia.

Ainda segundo Luís Correia, “cerca de 50% dos inquiridos estão preocupados com a questão das radiações, mas quando perguntamos quantos já foram procurar informação, na internet ou em outro local qualquer, só 15% o fizeram, o que significa que a questão das radiações acaba por não ser uma preocupação real”.

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