A Panasonic festeja o 100º aniversário

Chegar a casa e encontrar um assistente virtual que nos sugira a ementa para o jantar em função do que há na frigorífico ou se encarregue de controlar o que está a ser cozinhado nos fogões, inclusivamente de o retirar, para que não se queime.

Uma casa baseada no autoconsumo, equipada com painéis solares e sistemas de armazenamento da energia. Assim vislumbra a multinacional tecnológica japonesa Panasonic a casa do futuro, um lar equipado com tecnologia de ponta, conectado e eficiente, que será uma realidade nos próximos dez anos.

No âmbito do centenário da sua fundação em 1918, a Panasonic apresentou hoje em Madrid os produtos e soluções de uma casa que se centrará em 4 eixos: conectividade, eficiência, conforto e inteligência. Totalmente ligada à internet, incluirá um assistente virtual capaz de pôr água a aquecer, alterar as temperaturas para que os pratos estejam prontos a uma determinada hora ou mostrar, através do teto da habitação, o céu de qualquer parte do mundo. Uma casa à qual se pode pedir qualquer coisa, a partir de qualquer canto, erguendo apenas a voz e que estará equipada com um grande ecrã para que possa usufruir de videochamadas; ou com um radar de onda milimétrica que verifica a qualidade do sono e proporciona a iluminação e a temperatura ótimas para um bom descanso.

Com um investimento em I&D que corresponde a 6% das vendas líquidas mundiais, a Panasonic dá mais um passo para a chamada Internet das Coisas (Internet Of Things). Graças à tecnologia LPWA (redes de baixa potência e longo alcance), os eletrodomésticos ligam-se à rede móvel local, o que permite comunicações de pouca largura de banda bidirecionais, sem necessidade de ligação wifi. Na Europa, a Panasonic anunciou um acordo com a Vodafone para realizar testes-piloto de narrowband IoT (NB-IoT) com produtos de consumo da empresa, começando com o ar condicionado.

Sob o lema “Uma vida melhor, um mundo melhor” (A Better Life, A Better World), a Panasonic desenvolve soluções de energia e climatização para que a casa seja também muito sustentável, com bombas de calor ar-água que agora já são capazes de poupar até 78% de energia.

Graças à experiência da Panasonic, a Panasonic R&D Europe criou uma plataforma de software chamada “Sistema de gestão de energia” (EMS), capaz de gerir e otimizar a utilização de energia baseando-se em algoritmos inteligentes. Desde a produção e armazenamento de energia solar até ao consumo energético dos equipamentos e dispositivos elétricos que se encontram no lar. O que o EMS tem de especial é que não só faz a gestão da eletricidade, como também pode incorporar sistemas de climatização como as bombas de calor da Panasonic e outras tecnologias ecológicas. Este sistema será aplicado no Future Living Berlin, um projeto de cidade inteligente na capital alemã.

Em frente à casa, a iluminação pública será crucial para as cidades conectadas. Graças à tecnologia HD-Power Line Communication (HDPLC) da Panasonic, que proporciona ligação à Internet a uma linha de alimentação de banda larga, a iluminação pública estará equipada com serviços inteligentes como altifalantes para anúncios públicos ou um router WIFI para a WLAN da cidade. Para ajudar os cidadãos a sentirem-se mais seguros, a iluminação pública incorpora também um botão de SOS e uma câmara de segurança conectada a um centro de emergências, algo que já está a funcionar na cidade alemã de Solingen.

100 anos depois da nossa fundação, encaminhamo-nos para a conectividade no sentido mais amplo da palavra e fazemo-lo seguindo a filosofia do nosso fundador, facilitar a vida das pessoas para que tenham uma vida mais confortável. Colocamos ao seu alcance todo o nosso know-how e toda a nossa tecnologia para que entrem numa casa totalmente ligada à Internet e equipada com Inteligência Artificial, também aplicada aos eletrodomésticos do lar”, afirma Mirko Scaletti, diretor-geral da Panasonic Iberia.

Além de apostar na conectividade, a nossa visão para os próximos 10 anos também incorpora o desenvolvimento de uma tecnologia eco-consciente líder no mercado. Até 2050, a visão da empresa implica trabalhar para a criação e um uso mais eficiente da energia para construir uma sociedade com energias renováveis e um estilo de vida mais confortável, com o objetivo de a energia utilizada ser inferior à energia criada e obter um estilo de vida em que as emissões de CO2 no lar sejam praticamente nulas”, acrescentou Francisco Perucho, diretor-geral da Panasonic Climatización Iberia.

A casa do futuro, hoje

Embora esteja prevista a colocação em prática deste modo de vida de forma generalizada nos próximos 35 anos, a Panasonic já está a trabalhar hoje em muitas destas soluções. Líder em inovação com mais de 91.539 patentes, a Panasonic já integrou alguns dos seus produtos na Google Routines, uma função que permite ao utilizador agrupar muitas ações sob um só comando de voz. Com “Hey Google, I’m Home“, é possível acender as luzes automaticamente, o ar condicionado começa a funcionar para proporcionar a temperatura ótima pré-estabelecida, pode-se ligar a televisão sem necessidade de apertar o botão do comando e, tudo isso, através do controlo de voz e do altifalante GA10.

Com a nova atualização do firmware da TV, que chegará nos próximos meses à Europa, algumas das TV da Panasonic funcionarão com Google Assistant e Amazon Alexa, o que permitirá ligar ou desligar a TV com controlo de voz, selecionar o canal e aumentar ou reduzir o volume. Além disso, a Panasonic é o primeiro fabricante de TV a integrar as suas Smart TV na plataforma de automação doméstica digitalSTROM na Europa. Além disso, também lançou o altifalante inteligente GA10 que permite, por exemplo, ligar o ar condicionado, a televisão, baixar as persianas ou ligar as luzes.

Na climatização, a empresa desenvolveu a gama Aquarea All in One, que proporciona aquecimento, refrigeração e água quente para consumo doméstico com uma bomba de calor que é pouco mais larga do que um armário de cozinha. Com a Aquarea Smart Cloud, também é possível controlar a temperatura a partir de qualquer parte do mundo ou, inclusivamente, que o instalador possa proporcionar um serviço ágil e rápido de manutenção 24 horas por dia, 7 dias por semana.

A cidade do futuro

O meio ambiente, a energia, a segurança, a conectividade e o bem-estar são desafios partilhados pelas futuras casas inteligentes, mas também pelas cidades inteligentes. A Panasonic está a fomentar uma transformação nos municípios através de colaborações público-privadas concebidas para otimizar a gestão e desenvolvimento dos serviços municipais, melhorar a vida das pessoas e assim reduzir o consumo energético.

Com mais de 40 anos de experiência em tecnologias para Smart Cities, a Panasonic lidera o desenvolvimento de vários projetos, entre os quais se destaca a cidade de Fujisawa, que estará totalmente finalizada este ano e tem uma extensão de 19 hectares, situada numa antiga fábrica da empresa. Com um custo total de 60.000 milhões de ienes, a cidade terá uma população de 3.000 habitantes que ocupará os 1.000 lares previstos.

Com instalações que permitem um desenvolvimento sustentável da cidade e da sua comunidade, o projeto já concluiu a fase de construção e entra num novo cenário onde a cidade poderá crescer em grande escala como um lugar “verde” e “smart” que dá prioridade a um estilo de vida ecológico e saudável para os seus residentes.

Esta cidade inteligente possui as últimas tecnologias para criar, armazenar e poupar energia e assim reduzir o gasto energético até 70% nos lares e 20% nas áreas comuns. Este novo modelo de cidade dispõe também de espaços que facilitam o carregamento de carros elétricos, de bicicletas elétricas e uma orografia totalmente favorável para o peão. Para conseguir a redução global das emissões de CO2 em 70% em comparação com os níveis de 1990, além de conectar a cidade a novas formas de energia sustentáveis, a biodiversidade também é promovida, criando zonas verdes em toda a cidade de Fujisawa.

Tsunashima é a smart city mais recente da empresa, um projeto em processo de desenvolvimento que tem o apoio de um consórcio em que também participa a Apple, entre outros. Situada numa antiga fábrica da Panasonic transformada em apartamentos, estará completamente interligada graças a um sistema que centraliza a informação e possuirá uma estação de combustíveis de hidrogénio para abastecer a cidade.

No plano ambiental, a sua finalidade é reduzir em 40% as emissões de CO2 e reduzir em 30% o consumo de água da comunidade. Neste projeto estão incluídas placas fotovoltaicas, baterias de lítio para o armazenamento, um equipamento de poupança de energia ou iluminação led, entre outras melhorias.

Na Europa, a Panasonic colabora, entre outros, no Smart Electric Lyon, um programa de investigação multidisciplinar integrada que permitirá compreender melhor o comportamento dos consumidores, através do estudo, durante quatro anos, da utilização da energia elétrica em 25.000 lares.

Além disso, a Berlin Adlershof é um dos projetos de Smart Cities da Panasonic e o primeiro do seu tipo na Europa. Estão planeados 69 apartamentos, onde viverão pessoas de todas as idades que beneficiarão da tecnologia moderna. A Panasonic equipará a área com módulos solares mais eficientes, baterias, segurança e tecnologia de infraestrutura de construção, assim como tecnologias de assistência à autonomia. Com a análise de dados sobre cada um dos cidadãos, a cidade poderá adaptar-se às necessidades dos seus residentes. Este ensaio-piloto pretende ser um cenário de teste à saúde conectada no lar.

A mobilidade do futuro: condução autónoma, baterias e hyperloop, ou como ligar Munique e Berlim em meia hora

A Panasonic também contribui significativamente para o futuro da mobilidade e do transporte, desde as tecnologias dos automóveis, aos aviões e comboios, passando pelo carro autónomo, que será uma realidade em 2030 e na evolução dos sistemas avançados de assistência ao condutor através da combinação de um vasto leque de tecnologias eletrónicas, tais como displays, processadores de imagem, reconhecimento de voz, entre outras, com tecnologias dentro do veículo.

A condução autónoma é apenas uma parte do projeto de mobilidade da Panasonic, um projeto em que a empresa contribuirá com as suas próprias competências no campo das telecomunicações, do entretenimento e da energia, assim como com as baterias, os painéis fotovoltaicos e a iluminação (conectada). Líder mundial de baterias para carros elétricos e híbridos, com 39% do mercado, a Panasonic anunciou este ano o desenvolvimento de baterias sem utilização cobalto, além de um projeto através do qual se instalarão painéis solares nos tetos dos veículos elétricos, o que lhes permitirá alcançar cerca de 10 quilómetros de autonomia extra por dia.

Há poucos meses, a empresa entrou no setor dos comboios ultrarrápidos Hyperloop, numa colaboração com a Universidade de Munique para o patrocínio da equipa de estudantes WARR Hyperloop e a construção de um hyperloop capaz de ligar Munique e Berlim (584 km) em apenas meia hora. Com uma menor resistência ao ar, o chamado Hyperloop pode alcançar e manter velocidades supersónicas e é alimentado em exclusivo por energia solar.

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