A febre de celulares chineses no Brasil

O momento de aquisição de um novo smartphone é um momento “tenso”, no quesito decisão. Isso porque, de um lado, temos os celulares vendidos oficialmente no país. Eles contam com garantia de fábrica, serviço de assistência técnica e uma compra relativamente mais segura, em lojas do varejo mais conhecidas. Por outro lado, temos os chineses importados que superam significativamente a relação custo/benefício de um nacional. E esta relação é um dos principais motivos da atual febre dos celulares importados da China no país.

Vale lembrar que aquela história que celular feito na China não presta não se aplica aos dispositivos atuais. O próprio iPhone é produzido nas fábricas chinesas, sobretudo devido à mão-de-obra abundante e barata disponível no país. Além disso, smartphones da Xiaomi, Huawei, entre outras executam tranquilamente tudo que um intermediário fabricado no país faz. Desde às ligações, acesso à internet, captura de fotos de alta qualidade e até mesmo jogos em 3D.

O software costuma sofrer algumas alterações, mas isso não é nada muito diferente do que a LG, Motorola e Samsung fazem com o sistema operacional da Google. As atualizações também costumam ser tão constantes como em outros smartphones Android, isso é importante porque, além de melhorar a experiência do usuário, atualizações garantem a segurança em operações financeiras online como aplicativos de bancos, compras e sites de apostas.

Assim, quem tem um celular chinês precisa simplesmente garantir a segurança do site, porque, o smartphone em si será tão seguro quanto qualquer outro. Por exemplo, caso você esteja em busca de um serviço de casino e esteja em dúvida sobre a reputação do mesmo, pode verificar a opinião de especialistas sobre o Vera & John Casino e notar que vários deles apontam o site como seguro. O processo pode ser repetido para aplicativos bancários, sites de vendas de roupas, sapatos, itens eletrônicos e outros. Há várias plataformas que ajudam a saber mais sobre a confiança de um serviço, algo que é bem positivo no meio online.

Mas, se os celulares importados da China são tão bons quanto os celulares vendidos oficialmente por aqui, como eles podem ser vendidos por preços inferiores à 70% de um smartphone montado no Brasil com configuração similar? Vamos ver alguns dos motivos abaixo.

1. Itens sem royalties

Estima-se que até 30% do custo de um smartphone seja proveniente do pagamento de royalties. A participação final depende dos componentes com registro de patente utilizados. Se um simples parafuso patenteado é utilizado, a fabricante deverá pagar o retentor da patente um valor, mesmo que ele não participe ativamente da fabricação ou concepção do smartphone.

Fabricantes chinesas frequentemente optam por componentes secundários que permitam uma redução no preço sem que haja um impacto significativo na qualidade do produto final.

2. Produção em larga escala

Se a população mundial está em torno de 7,5 bilhões, a China sozinha, com cerca de de 1,4 bilhões de habitante, é responsável por quase 20%. Além disso, mais da metade da população chinesa utiliza algum smartphone, ou seja, uma fabricante que tenha alta participação no mercado chinês certamente tem números de vendas expressivos até mesmo em uma escala mundial. É assim que a Huawei vendeu 59 milhões de unidades nos três primeiros meses do ano, e segue ameaçando a Apple que quase sempre liderou o ranking de vendas de smartphones.

Ou seja, o mercado chinês permite que fabricantes produzam seus dispositivos em larga escala, o que ajuda na redução do preço final. Além disso, para dominar o mundo é preciso testar tendências, e com milhões de usuários, é muito fácil fazer teste internos e descobrir o que funciona e o que não vai dar certo, antes de lançar os dispositivos no mundo.

3. Lucro final por aparelho menor

De acordo com uma pesquisa feita pela Counterpoint Research, a Xiaomi, marca chinesa, ganha menos de US$ 2 por cada celular vendido. Para se ter noção, cada unidade do iPhone permite que a Apple tenha um lucro de US$ 151. A Samsung ganha, em média, US$ 31 por unidade vendida, sendo que as maiores faixas de lucro estão nos seus dispositivos topo de linha.

E outras marcas chinesas também recebem pouco por unidade vendida. A Huawei, por exemplo, recebe cerca de US$ 15, enquanto a Oppo lucra US$ 14. Com um faturamento final menor, é muito mais fácil reduzir o preço dos smartphones.

4. Venda pela internet

É possível importar um celular chinês de sites internacionais. Em geral, as fabricantes chinesas fazem parcerias comerciais que, no final das contas, permite que os custos de logística sejam reduzidos significativamente. Ou seja, há também a questão de comodidade na compra e venda do produto.

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